Super FOG Vs. Nintendo Switch

Introdução: Acredite ou não, o mundo dos games comenta sobre esse console desde meados de 2014, como um console que só foi lançado em 2017 pôde ser assim tão aguardado e discutido? Tudo começou quando o ainda vivo Satoru Iwata mencionou durante uma reunião com acionistas um projeto chamado NX, duas letrinhas que se tornaram rapidamente públicas e virais, ainda mais rápido por causa da performance de mercado sofrível do Wii U, mas foi só no último semestre de 2015, logo após Tatsumi Kimishima se tornar o novo presidente da companhia de Kyoto que o NX começou a tomar forma no imaginário dos fãs logo após o surgimento de rumores sobre o design da máquina, um console que poderia ser jogado na TV e fora da TV ao mesmo tempo, seria um portátil para suceder o 3DS? Um console de mesa para suceder o Wii U?A segunda era mais plausível, não só pelo Wii U ter vivido seu último ano de vida como o pior console da Nintendo em vendas (só ficando na frente do Virtual Boy), o que é deveras triste, mas pelo 3DS ainda estar firme e forte até os dias de hoje (mesmo estando perto do fim). Eis que em março de 2016, a Nintendo anuncia no Twiiter que a nova geração da Nintendo chegaria em março de 2017, sendo essa a primeira vez que os canais de mídia oficiais da Nintendo mencionam o NX, junto ao anuncio de que o novo Zelda, que também sairia para Wii U, também sairia para NX, desde então foi um longo período de espera até o dia 20 de outubro, onde o trailer acima revela enfim o aparelho que conhecemos hoje por Nintendo Switch!
O curto trailer, que conta com mais de 35 milhões de visualizações até a data deste artigo (tornando-se o vídeo mais assistido do canal da Nintendo no YouTube), não só confirma a maioria dos rumores como supera expectativas! Todo o coração da maquininha concentrado em um aparelho em forma de tablet, controles que podem ser desmontados do grip de mão e montados nas laterais do console para você levantá-lo da doca e sair para jogar em sua tela multitouch de 6 polegadas, ainda é possível apoiar a maquininha em cima de uma mesa ou fixá-lo num suporte veicular que é possível usar cada parte do controle como um controle individual para dois players jogarem ao mesmo tempo, e ligá-lo na TV apenas exigia colocar o console novamente na doca. A idéia apresentada foi capturada e apreciada rapidamente pelo público, que mal esperava para pôr as mãos no console.

Mas não para por aí, eis que a Nintendo anuncia uma conferência introdutória do Switch sediada no Japão para apresentar todos os detalhes da nova geração da Nintendo (embora o Switch se enquadre mais na chamada Geração 8.5), e na madrugada brasileira do dia 12 para o dia 13 de janeiro de 2017, a apresentação abaixo foi feita.


Você pode ler todas as minhas impressões sobre essa apresentação clicando aqui.

Se antes dessa apresentação, o Nintendo Switch já era uma máquina de interesse, depois dela o Switch se tornou uma máquina de desejo! Não houve um aprofundamento muito extenso em recursos mas houve bastante coisa a se falar sobre JOGOS! Alguns dos quais vocês vão ver os reviews em breve, por hora vamos encerrar essa longa introdução e falar mais sobre a máquina e a minha atual experiência com ela.

O console em si: A Nintendo deixa claro com todas as letras que o Switch é um console de mesa, embora tenha um apelo fortíssimo pela sua funcionalidade portátil, saem os discos óticos e voltam os cartuchos, cartuchinhos pequeníssimos que armazenam até 32GB de dados e possuem uma velocidade de leitura superior, compatível com a capacidade gráfica do console, uma coisa que eu preciso comentar de cara é que o aspecto mais impressionante para mim é o tamanho! Uma unidade do Switch, fora da doca e mesmo com os controles montados nas laterais é menor que o Wii U Game Pad, de novo, MENOR que o Wii U Game Pad! Estamos falando de um console inteiro que é mais compacto que um controle de outro console, vocês tem idéia do que isso significa? Além de o tamanho me impressionar por isso, ele também me impressiona pelo seu poder, porque, acredite, o Nintendo Switch não está para brincadeira em termos de processamento e poderio gráfico, o coração da maquininha é um processador Nvidia Tegra customizado que, aliada a GPU, consegue entregar visuais melhores que os do Wii U, carrega dados mais rápido e permite um desenvolvimento fácil de jogos, o que viabiliza muitos jogos multiplataforma. Eu posso até entender que o tamanho não faz o poder do Switch ser impressionante diante de um PS4 ou Xbox One da vida, mas diante do Wii U, que apesar de ser grande por causa do leitor de CDs, o Switch é uma aula de como hardware para jogos pode ser poderoso mesmo com downsizing de peças.

Joy-Con: O nome do novo controle da Nintendo é uma mistura de Joystick com Controller, e tem vários atrativos interessantes e alguns inusitados. Primeiramente vou falar do quão flexível é esse controle, que tem a metade do tamanho de um Wiimote mas é tão evoluído tecnologicamente quanto. Cada metade conta com oito botões e uma alavanca analógica, sendo quatro botões na frente, dois gatilhos e dois botões extras para uso somente na horizontal, a existência desses dos botões extras já é surreal, porque embora a empunhadura seja complicada para quem tem mãos grandes como eu é muito legal saber que mesmo dividindo o controle em dois nenhuma das partes ficam com botões a menos, herdado do Wiimote há somente a captação de movimentos, que nem é o destaque desse controle. Outra nova função é o chamado HD Rumble, um dispositivo de vibração háptica que vibra algumas áreas do controle separadamente, tentando passar uma sensação realística de vibração conforme os acontecimentos do jogo a ser jogado, devo confessar que o HD Rumble não me pareceu muito diferente de um rumble convencional, embora tenha havido momentos em que eu pude sentir a diferença.
As diferenças entre cada Joy-Con estão mais concentradas no lado direito, que vem com um leitor NFC para escanear Amiibos, uma câmera infravermelha usada para capturar pequenos movimentos e o botão Home para acessar o menu principal do console, o lado esquerdo possui o botão Capture, que permite tirar uma screenshot da tela do Switch a qualquer momento, podendo ser programado ao gosto dos desenvolvedores para funcionar somente em áreas específicas.
Incluso na caixa, vem o Joy-Con Grip, onde você monta os Joy-Cons para usá-los jogando na TV ou em cima de uma mesa, a aparência de cara de cachorro virou um meme de internet por um tempo, mas o grip melhora substancialmente a empunhadura dos Joy-Cons, para uma pessoa com mãos grandes como eu, o grip é imprescindível para jogar na TV, o problema é que o grip não carrega a bateria dos Joy-Cons, que só podem ser carregadas quando montados no console, ou comprando uma versão do Joy-Con Grip equipada com função de carga.
Por último nos itens que vêm na caixa, os Joy-Con Straps, que servem para você jogar com um Joy-Con em cada mão, além de aumentarem o tamanho dos botões extras laterais, o seu encaixe causou dor de cabeça em muita gente por ser diferente do encaixe do grip e do console, com straps chegando a ficarem entalados e dedos de pessoas sendo machucados em tentativas de tirá-los quando colocados incorretamente, mas à parte desse inconveniente, os straps são fundamentais quando duas pessoas usam cada parte individualmente, não melhora muito a empunhadura mas adiciona algum conforto no manuseio.

A doca: A peça que vai instalada na televisão, muitas pessoas criticam a doca por ser excessivamente simples. Na frente há o alojamento do console onde ele se encaixa em um conector USB Tipo C e realiza em uma única passagem, envio de imagens para a TV e recebimento de dados e energia. Atrás estão a saída HDMI, a conexão do carregador que vai na tomada e uma porta USB 3.0, na lateral esquerda há mais duas entradas USB 2.0. Embora eu não reclame tanto da doca como muitos outros fazem, eu consigo entender o porquê de tantas queixas, primeiro, a doca não possui fonte embutida, até mesmo o Xbox One abandonou aquele bloco enorme e feio no modelo S por apenas um reles fio que vai do console à tomada, coisa essa que a Sony também faz há anos, existe o fator compreensível de que ter a fonte no fio permite ligá-lo diretamente no Switch para carregá-lo, mas isso poderia ser suprido com qualquer outro cabo ou carregador, já que o USB Tipo C está ficando cada vez mais popular. Outro ponto crítico é a incapacidade de poder jogar sem a TV com o console encaixado na doca, não só pela peça preta na frente protegendo a tela como o pequeno apoio retrátil na traseira do console manter a entrada para o carregador tampada em baixo do console. Em resumo, a doca é OK.

Pro-Controller: Á exemplo do Classic Controller do Wii e do Pro Controller do Wii U, o Switch possui o seu próprio controle tradicional, que tem botões maiores, analógicos maiores e o retorno do D-Pad, no entanto, diferente dos controles clássicos anteriores, o Pro Controller do Switch possui TODAS as funções dos Joy-Cons, todo Pro Controller do Switch é equipado com leitor NFC, sensor de movimentos, botões Home e Capture e a exclusiva funcionalidade de uso com fio, o que elimina um problema crítico de interferência muito recorrente no Pro Controller do Wii U, e de quebra, ainda é possível conectá-lo com o mesmo fio em um PC, podendo ser usado sem a necessidade de instalar nenhum programa adicional, e isso é simplesmente fantástico. Por último mas não menos relevante, o Pro Controller conta com uma porta USB Tipo C, é muito legal ver a Nintendo abraçando esse novo padrão de conectores universais, que já vêm dominando entre celulares top de linha.

Software e Interface: A interface do Switch talvez seja a mais clean de todos os consoles da Nintendo, é facílima de mexer e não é poluída com informações desnecessárias, no topo da tela temos os ícones dos usuários, nível da bateria, conexão Wi-Fi e data e hora locais, no meio fica a barra com ícones de jogos, toda vez que um cartucho é inserido, o ícone do jogo aparece e permanece lá, semelhante à dashboard do PS4, na parte inferior ficam os ícones do sistema, onde é possível parear controles, checar notificações, abrir o álbum de capturas, acessar a Nintendo eShop, configurar o console e desligá-lo. É uma interface onde realmente é impossível ficar perdido.

Social: Com o fim do Miiverse, o Switch agora possui integração com redes sociais, mais especificamente Twitter e Facebook, com os quais você pode compartilhar capturas salvas, ainda sobre capturas é possível acessar o álbum e aplicar quais edições quiser, desenhos, textos, carimbos, são várias as possibilidades.

Online: O Switch contará com um serviço online totalmente novo que, até o momento deste texto ainda está gratuíto, mas em algum momento de 2018 se tornará um serviço pago, como já ocorre no online da concorrência, junto com isso também virão o novo Virtual Console que adiciona funcionalidade online em jogos clássicos e acesso a um aplicativo de celular onde você tem chat de texto e voz e organização de salas. Apesar da solução nada prática que pode facilmente ser suprida com o Discord, o serviço online pago da Nintendo tem boas chances de ser barato e finalmente ter uma qualidade comparável aos serviços de outros consoles.

Popularidade: O Switch está sendo um fenômeno, é o console mais desejado da atualidade e está oferecendo centenas de jogos em apenas 9 meses de mercado, com muitos outros títulos de peso com desenvolvimento anunciado. Esse é um assunto passível de avaliação porque como dono de um Switch é muito bom saber que é um console popular e que receberá jogos que eu gosto, além de estar recebendo enfim um suporte third-party digno dos tempos do Super NES, tudo isso resultado de uma Nintendo mais aberta que quer mostrar à todo custo o que aprendeu com os erros do Wii U.

Veredito: O Nintendo Switch chegou e é um dos produtos mais desejados da atualidade, é um aparelho encantador, com uma das melhores arquiteturas de hardware já vistas, proposta simples e intuitiva, infinitas possibilidades de uso e, principalmente, MUITOS JOGOS! Um sério concorrente a se tornar um dos meus consoles favoritos de todos os tempos.

score90

Essa foi a última postagem do ano, eu sei que foram três longos meses desde o review de Sonic Mania, mas em 2018 eu pretendo me empenhar mais em trazer conteúdo para o blog e aumentar meus leitores. Abraços e Feliz 2018. 🙂

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