Super FOG vs. Super Smash Bros. Ultimate

Introdução: Até que enfim, Super Smash Bros. Ultimate está aqui! Embora a espera não tenha parecido longa devido ao seu anúncio em março deste ano, este jogo esteve em desenvolvimento por longos 2,5 anos em silêncio, diferentes das duas iterações anteriores que foram anunciadas antes mesmo de começarem a serem desenvolvidas. Porém não é apenas o fato de o time de Masahiro Sakurai trabalhar em silêncio por tanto tempo que surpreende mas sim como Smash consegue crescer mais e mais em conteúdo.

TODO MUNDO ESTÁ AQUI! Todos os lutadores que já pisaram uma vez nos campos de batalha de Smash estão de volta, cada um deles, ninguém ficou pra trás, talvez o fato mais estarrecedor sobre o jogo e que foi mostrado no seu muito incomum anuncio mesmo se tratando de um jogo a ser lançado no mesmo ano e que surpreendeu até aos mais otimistas como eu. Combinando o retorno de todos com a leva de novos personagens temos o colossal conjunto de SETENTA E QUATRO lutadores! Se combinarmos com os seis DLCs planejados esse número se arredonda para 80, um roster massivo desses traz consequências boas e ruins ao mesmo tempo que eu discutirei mais para frente.

Quem são os novatos? Devido à inclusão de cada único veterano no jogo há apenas seis personagens inéditos e mais cinco baseados em outros personages, os agora chamados Echo Fighters. A lista inclui as icônicas e desejadas entradas de Inkling, Ridley, King K. Rool, Daisy, Chrom e Dark Samus mais alguns que eu achei inusitadas na minha opinião como Simon e Richter de Castlevania, Isabelle, Incineroar e Ken, basicamente as escolhas priorizaram os desejos dos fãs.

Mecânicas de combate: Há um novo refinamento ao sistema de combate com o objetivo de agradar tanto jogadores casuais como jogadores competitivos, para o segundo grupo a melhor notícia é que boa parte dos facilitadores de Brawl e S4 se foram de vez, agora temos um sistema mais focado em jogo agressivo e liberdade, seu dash pode ser cancelado em qualquer ataque, perfect shield agora age como um parry sendo acionado ao soltar o botão de defesa, técnicas como dash dance e air dodge direcional estão de volta e melhoram sua mobilidade, porém a maior mudança está nas esquivas, agora air dodges só podem ser feitos uma vez até seu personagem tocar o chão e esquivas excessivas tornam-se cada vez mais lentas e menos efetivas, as recuperações em geral se tornaram mais dificeis. Em suma o jogo está mais rápido e mais dinâmico sem alienar os novatos.

Multiplayer até dizer que chega: Começando pela padronização do modo para 8 jogadores em todos os 103 estágios do jogo, uma lista composta por várias arenas de todos os jogos passados, opções de batalha é o que mais há em abundância no novo jogo, as novidades ficam pelos modos Squad Strike e Smashdown, no primeiro você e um adversário formam times de 3 ou 5 lutadores e se enfrentam em uma única partida com três regras diferentes à sua escolha, no segundo 2 ou 4 jogadores competem usando o roster inteiro pelo maior número de vitórias sendo que o personagem escolhido em uma batalha não pode ser escolhido novamente na batalha seguinte, de modos clássicos estão de volta o Tourney, agora funcionando como no Melee e no Brawl novamente, o Special Smash que agora se chama Custom Smash onde você pode aloprar com condições inusitadas para as lutas.

E o Single Player? Por causa do alto volume de personagens o single player sofreu mudanças drásticas, alguns modos foram removidos e outros foram aprimorados, o Trainning por exemplo agora usa um estágio próprio em forma de grid onde é possível medir distâncias e alcances, o Classic Mode está mais curto e possui rotas pré-definidas para cada personagem, o Multi-Man Smash agora se chama Mob Smash e engloba o All-Star dentro dele. Eu achei esse o melhor Classic Mode desde o Melee, e o All-Star incorporado ao Mob Smash evitou um problema gravíssimo que esse modo começou a ter desde o Brawl, modos como o Break The Targets e o Home-Run Contest deixarão saudades para alguns mas eu acho que ganhamos muitas coisas boas em troca.

Agora uma parte do single player totalmente inédita entra em cena.

Spirits: O nome que o jogo dá aos novos colecionáveis internos que substituem os troféus por algo mais substancial, consiste basicamente de artes conceituais de uma variedade incontável de jogos que podem ser usados para aumentar atributos do seu personagem, até então nada diferente dos stickers do Brawl, ledo engano, a dinâmica dos spirits é completamente diferente e a forma de obtê-los também é diferente. No menu Spirit Board cada spirit está incorporado a um lutador controlado pela CPU, para obter determinado spirit você precisa derrotar esse lutador respeitando condições que façam referência ao spirit em questão, por exemplo, o spirit de um Lakitu te põe contra um Iggy e três Bowsers vermelhos pequenos. Junto aos spirits também há um elaborado sistema de level-up e até mesmo summon para obter spirits raros. Em resumo, o modo Spirits incorpora os troféus, event matches e special orders dos jogos anteriores, os spirits obtidos ainda podem ser usados em partidas contra outros jogadores no multiplayer.

Mas de onde vieram esses spirits e por que eles existem em primeiro lugar?

Adventure:

Sim, depois de muito tempo o adventure mode está de volta a Smash Bros., dessa vez contando uma história totalmente nova intitulada World of Light, onde uma força divina chamada Galeem quer criar um novo mundo em cima do mundo onde os personagens vivem, e para isso a criatura feita de luz literalmente vaporiza todo mundo! Apenas Kirby escapa do devastador ataque e cabe a ele resgatar todo mundo. Diferente do Subspace Emissary, o World of Light segue uma dinâmica próxima de um RPG, o objetivo é derrotar clones dos personagens e obter os spirits controlando seus corpos, eventualmente haverão puzzles para resolver, minigames para jogar e principalmente chefões para derrotar. Embora pareça repetitivo ter que jogar dezenas de lutas sem nenhum estágio de side scrolling, progredir por aquele mapa gigantesco descobrindo suas centenas de rotas e salas secretas é a maior causa de satisfação ao desbravar esse modo, onde os spirits cumprem um papel fundamental não só nas batalhas mas como na resolução de certos quebra cabeças e liberação de caminhos. E quando eu digo que o mapa é gigantesco é porque ele é de fato gigantesco! São garantidos mais de 15 horas de jogatina.

Online: O jogo conta com um online mais sucinto que os anteriores, há apenas duas opções no menu, Smash e Spectate, jogando com amigos é possível criar Battle Arenas onde pessoas podem lutar, assistir as lutas ou aguardarem na fila. Os modos For Fun e For Glory do jogo anterior foram unificados no modo Quickplay, onde você pode determinar as suas regras e o jogo procura por adversários com regras parecidas, com a recente atualização para a versão 1.2.0 esse modo foi otimizado dando maior prioridade às suas opções de regras suprimindo a principal crítica ao sistema de matchmaking feita por muitos usuários na primeira semana do jogo. E por último o Spectate está de volta, substituindo os replays em demanda com aquele sistema superficial de apostas por partidas transmitidas ao vivo no seu console, útil para quem está fazendo outras coisas e não pode jogar no momento.

Música e extras: Embora os troféus tenham sido abolidos, ainda há uma quantidade tremenda de conteúdo extra desbloqueável através dos modos de jogo e do menu Shop, entre esses uma lista surreal de NOVECENTAS MÚSICAS!! Pouco mais de 900 composições baseadas em anos e anos da história dos videogames compilados em um só jogo, isso sozinho justifica o novo subtítulo do jogo. Junto à isso mais os spirits temos roupas para os Mii Fighters, suporte a amiibos e os Challenges.

Veredito: Mais uma vez a série Smash Bros. faz um ode ao video game, compilando através do seu conteúdo colossal mais de 30 anos de história, mecânicas de combate afiadas para garantir a melhor competição possível e dezenas de opções de jogo que garantem madrugadas de diversão grupal. Se você é dono de um Nintendo Switch faça um favor à você mesmo e compre Super Smash Bros. Ultimate, o melhor jogo desse fim de ano!

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Um pensamento sobre “Super FOG vs. Super Smash Bros. Ultimate

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