Super FOG vs. Cuphead

Introdução: Bem-vindos aos anos 40, auge das animações de desenhos e a popularização de ícones mundiais como Mickey Mouse e a principal área de inspiração para Cuphead, um jogo de ação side scroller que replica fidedignamente o estilo visual, as músicas e principalmente o humor dos desenhos daquela época, tudo isso graças à um processo artesanal de desenvolvimento que perdurou por 3,5 anos e custou até algumas hipotecas para ser entregue. O resultado é um jogo cheio de charme, personalidade e muito, mas muito desafio que você vai conferir agora!

O jogo em si: A história começa com os irmãos Cuphead e Mugman brincando na floresta e se perdendo até encontrarem o Devil’s Casino, eles resolvem entrar e jogar dados com os outros, até que são desafiados pelo dono do cassino em pessoa, The Devil, e acabam perdendo e para não terem as almas tomadas por ele, os irmãos com cabeças de xícaras decidem fazer o jogo do The Devil e irem atrás de devedores do cassino coletarem contratos de almas pertencentes à ele.

Toda a estética do jogo replica com fidelidade os desenhos dos anos 40, com ambientes e personagens desenhados e animados à mão e inclusive respeitando as limitações da época, como os designs simples dos personagens e técnicas como “emborrachar” os membros para facilitar o desenho de cada quadro de animação, sendo que para animar 1 segundo de personagem são precisos 24 desenhos, então faça as contas de quantos desenhos foram necessários para animarem Cuphead, Mugman, todas as ações dos dois, combinado com os chefes, NPCs, inimigos, cenários e outras interações.

Outro fator marcante de Cuphead é que apesar de ser todo colorido e bem humorado, este é um jogo que vai te desafiar, você vai morrer, vai morrer pra burro, e SANTO CRISTO, VOCÊ VAI MORRER PRA BURRO! Se você pensa em comprar Cuphead esperando um passeio no parque é melhor se preparar para uma das maiores pedreiras já criadas, equipe-se com os melhores power-ups, pratique bem as mecânicas do jogo e memorize bem os padrões dos inimigos, porque um jogo onde o principal antagonista é o diabo em pessoa precisa ter uma dificuldade que faça jus a tal.

Mecânicas completas: Sendo um jogo de tiro side scroller muitos esperam que Cuphead seja só um jogo de andar e atirar, ledo engano, o jogo oferece bem mais do que isso e power-ups para o seu peashooter, primeiro temos o dash no ar que ajuda na mobilidade e no desvio de projéteis, é possível combiná-lo com a smoke bomb para ter um dash totalmente intangível, segundo temos o parry slap, onde pressionar o botão de pulo com bom timing próximo a objetos rosas permite um impulso em seu pulo além de neutralizar projéteis inimigos, interagir com itens das fases e encher sua barra de especial, por último temos os tiros especiais que são uma forma mais rápida de dar dano aos chefes e uma habilidade suprema que causa toneladas de dano e finaliza chefes mais rapidamente.

Muitos chefes: O jogo não tem muitas sessões de plataforma, a maioria consiste em batalhas diretas contra os devedores do cassino, os chefes podem ter entre 3 ou 4 estágios dependendo de quanto dano você deu, e boa parte das batalhas é um verdadeiro bullet hell onde maestria nas mecânicas de combate é necessário. Enquanto os estágios de plataforma, que são igualmente dificeis, servem para coletar moedas de ouro e comprar power-ups como um spread shot, que dá altas quantidades de dano, chaser, que vai direto nos inimigos sem mira, e roundabout, cujos tiros voltam para trás.

Por que tão difícil? Acho que a dificuldade está longe de ser um problema aqui, e isso porque eu odeio jogos dificeis, eu considero isso mais uma consequência da estrutura do jogo que prioriza replicar um desenho antigo do que outra coisa, além do mais o jogo não te pune por morrer, é só tentar de novo e memorizar os padrões para ter sucesso, isso faz de Cuphead uma experiência bem viciante e a sensação de derrotar um chefe sempre será satisfatória.

Música: Um ode aos anos 40 não seria completo sem uma música da mesma época, pra isso os desenvolvedores contaram com uma orquestra especializada em todo tipo de instrumento, sobretudo pianos, trompetes, contrabaixos, até um tema de abertura cantado em coro com um filtro sonoro tentando imitar os graves dos fonógrafos da época.

Veredito: Cuphead é um jogo como nenhum outro, em meio a tantos outros jogos indies no mercado que apelam para o oldschool, este pega o mesmo apelo e o eleva à enésima potência, é envolvente, carismático e muito viciante. Tenha a certeza de que Cuphead será lembrado por muitos e muitos anos.

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