Super FOG vs. Banjo-Kazooie

Como celebração à chegada de Banjo & Kazooie em Super Smash Bros. Ultimate,trago-lhes este review deste super clássico!

Introdução: O Nintendo 64 foi o console da Rareware! Eu gosto de afirmar isso mesmo com a existência de Super Mario 64 e Ocarina of Time, simplesmente porque foi o console que modelou a Rareware que conhecemos e hoje somos fãs apesar da venda para a Microsoft em 2002, mas ainda em 1995 a equipe de Steve Mayles, que modelou a franquia Donkey Kong como conhecemos hoje, começou a trabalhar em um projeto completamente autoral e mais ambicioso, um RPG co-denominado “Dream: Land of Giants”, protagonizado por um garoto de espada e um cachorro, pasaria por diversas mudanças de design até se tornar o platformer 3D que impulsionou o sub-gênero “collectathon” às alturas e ajudou a Rare a criar uma identidade separada da Nintendo.
Ironicamente, Banjo-Kazooie não foi o primeiro jogo do Banjo, o personagem já havia feito uma pré-estreia em Diddy Kong Racing, o que funcionou maravilhas pra que as pessoas reconhecessem seu jogo mais facilmente nas prateleiras.
A grande aventura do urso e pássaro: No alto da Spiral Mountain vive a malvada bruxa Gruntilda, que um dia resolveu perguntar ao seu caldeirão falante quem era o ser mais bonito do jogo, e fica enfurecida ao receber a resposta de que era Tooty, a irmãzinha do nosso protagonista. Enquanto isso, no pé da montanha, uma ave chamada Kazooie que vive dentro de uma mochila tenta acordar seu amigo dorminhoco Banjo, até que eles escutam uma confusão do lado de fora da casa e descobrem através de seu amigo toupeira Bottles que Gruntilda raptou Tooty com o objetivo de roubar sua beleza. Assim começa uma aventura no mundo dos olhos saltitantes, narrativa genialmente engraçada e quebras frequentes da quarta parede com um humor que você não vê com frequência nos jogos atuais, o que é uma pena.

Coletar e prosseguir: A principal inspiração para Banjo-Kazooie foi uma build de pré-lançamento de Super Mario 64, um jogo onde em vez de chegar ao final da fase você coleta um item importante para progredir, o que se tornou a principal direção aqui. Ao chegar no lar da bruxa, que servirá de hub world para esta aventura muito expansiva, seu objetivo será coletar pedaços de quebra-cabeça dourados conhecidos como Jiggies e usá-los para desbloquear os estágios existentes em todos os andares do castelo, além desses há Notas Musicais que precisam ser coletados para destrancar portas e ter acesso a mais áreas, e dentro dos estágios podem haver ainda itens específicos usados para completar missões e ganhar mais Jiggies. Coletar coisas é algo importante nesse jogo.

Super Urso e pássaro de utilidades: Logo na primeira área do jogo, antes mesmo de entrar no lar da bruxa, aprendemos uma variedade de movimentos, desde ataques como claw swipe, beak barge e rat-a-tat rap, à manobras acrobáticas como o flapflip jump e subir em árvores, e dentro dos estágios você aprende ainda mais movimentos como disparar ovos, dar um beak bash e, como se espera de um pássaro, voar. Como dá pra perceber o Banjo não faria nada sem a Kazooie, nem sem os tutoriais do Bottles, que explica sobre alguns movimentos que só são possíveis em plataformas especiais sensíveis ao contexto, e as magias de Mumbo Jumbo, o melhor shaman do jogo, que concede transformações em outros animais (dependendo do estágio, claro) em troca de algumas Mumbo Tokens.

Jornada multitemática: O jogo conta com um total de 10 estágios, todos contendo uma quantidade fixa dos três colecionaveis principais, sendo 10 Jiggies, 2 Honeycombs para aumentar sua barra de vida e 100 Notas Musicais para destrancar as portas do castelo, os temas passam pelo básico gramado de Mumbo’s Mountain, a praia dos piratas de Treasure Trove Cove, os esgotos do castelo em Clanker’s Cavern, o gélido natal de Freezeezy Peak, a mal-assombrada Mad Monster Mansion, um giro pelas estações do ano em Click-Clock Wood entre outros temas que eu vou deixar pra você descobrir.

Humor: Muito além dos olhos saltitantes nos objetos, das falas dos personagens e de como eles falam, a história de Banjo-Kazooie é extremamente charmosa e até um balde furado em Treasure Trove Cove exala carisma, eu diria ser impossível jogar sério um jogo onde a qualquer momento um personagem solta uma frase engraçada, em especial as rimas da Gruntilda e a tagarelice da Kazooie, com destaque para as muito frequentes quebras da quarta parede dos personagens, até descobrindo segredos mais profundos há algo engraçado para descontrair, especialmente considerando a dificuldade do jogo.

Dificuldade: Banjo-Kazooie não é uma aventura complicada, é um jogo bem extenso que lhe garantirá bastante horas de jogatina, especialmente se você for para todos os colecionáveis principais do jogo, o grande problema e que eu trato como falha de design (pois foi consertada em Banjo-Tooie e no relançamento para Xbox 360) são as notas musicais, diferente dos Jiggies e das honeycombs elas não são salvas automaticamente ao serem coletados, elas funcionam em sistema de high-score, ou seja, se você perder uma vida terá que coletar todas as notas espalhadas pelo estágio novamente, o que pode ser muito frustrante em estágios gigantes e cheios de corredores estreitos sobre abismos como Rusty Bucket Bay, é preciso muito planejamento e perseverança para coletar tudo no jogo.

Música: O aspecto mais memorável de Banjo-Kazooie, o jogo conta com uma trilha sonora FANTÁSTICA!! É bastante variada e os temas de cada estágio são contagiantes, originadas do talento do compositor escocês Grant Kirkhope, a música de Banjo-Kazooie é algo vibrante, contagiante e que te fará cantarolar os temas inconscientemente a qualquer momento, temas como o de Freezeezy Peak podem te fazer gostar do frio e Gobi’s Valley é um dos melhores temas de deserto que já ouvi. Não à toa o Sr. Kirkhope se tornou um gigante na área fonográfica para games, ao lado de outros colossos como Koji Kondo e Nobuo Uematsu.

Veredito: A grande aventura de Banjo e Kazooie se tornou um marco na história dos games ao popularizar o sub-gênero dos collectathons (inaugurado por Super Mario 64), a dificuldade e a duração da aventura podem intimidar gente disposta a jogar por horas e horas mas a música fenomenal e o bom humor de personagens que emanam carisma tornam tudo divertido! Super recomendado aos nostálgicos donos de Nintendo 64, de Xbox 360 e do Rare Replay para Xbox One.

score95

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